VABOMERE – Tratamento para Infecções do Trato Urinário Complicadas (ITUc)


A infecção do trato urinário (ITU) é uma das causas mais comuns de infecção na população geral. É mais prevalente no sexo feminino, mas também acomete pacientes do sexo masculino principalmente quando associada à manipulação do trato urinário e à doença prostática.

ITU é definida pela presença de bactéria na urina tendo como limite mínimo definido a existência de 100.000 unidades formadoras de colônias bacterianas por mililitro de urina (ufc/ml).

Os sinais e sintomas associados à infecção urinária incluem polaciúria, urgência miccional, disúria, alteração na coloração e no aspecto da urina, com surgimento de urina turva acompanhada de alterações no sedimento urinário, hematúria e piúria (>10.000 leucócitos/mL). É comum a ocorrência de dor abdominal mais notadamente em topografia do hipogástrio (projeção da bexiga) e no dorso (projeção dos rins) podendo surgir febre.

A infecção urinária pode ser sintomática ou assintomática, recebendo na ausência de sintomas a denominação de bacteriúria assintomática. Quanto à localização, é classificada como baixa ou alta. A ITU pode comprometer somente o trato urinário baixo, caracterizando o diagnóstico de cistite, ou afetar simultaneamente o trato urinário inferior e o superior, configurando infecção urinária alta, também denominada de pielonefrite.

A ITU baixa (cistite) apresenta-se habitualmente com disúria, urgência miccional, polaciúria, nictúria e dor suprapúbica. A febre nas infecções baixas não é um sintoma usual. O antecedente de episódios prévios de cistite deve sempre ser valorizado na história clínica. A urina pode se apresentar turva, pela presença de piúria, e/ou avermelhada, pela presença de sangue, causada pela presença de litíase e/ou pelo próprio processo inflamatório.

A ITU alta (pielonefrite) se inicia habitualmente com quadro de cistite, sendo frequentemente acompanhada de febre elevada, geralmente superior a 38°C, associada a calafrios e dor lombar uni ou bilateral.

Febre, calafrios e dor lombar formam a tríade de sintomas característicos da pielonefrite, estando presentes na maioria dos casos. A dor lombar pode se irradiar para o abdômen ou para os flancos ou ainda, para a virilha, situação que sugere mais fortemente a presença de litíase renal associada. Os sintomas gerais de um processo infeccioso agudo podem também estar presentes, e sua intensidade é diretamente proporcional à gravidade da pielonefrite.

As infecções do trato urinário podem ser complicadas ou não complicadas, as primeiras têm maior risco de falha terapêutica e são associadas a fatores que favorecem a ocorrência da infecção.

A infecção urinária é complicada quando ocorre em um aparelho urinário com alterações estruturais ou funcionais ou quando se desenvolve em ambiente hospitalar. Habitualmente, as cistites são infecções não complicadas enquanto as pielonefrites, ao contrário, são mais frequentemente complicadas, pois em geral resultam da ascensão de microrganismos do trato urinário inferior e estão frequentemente associadas à presença de fatores complicadores (Tabela 1). Um paciente é considerado portador de ITU de repetição quando acometido por 3 ou mais episódios de ITU no período de doze meses.

A Food and Drug Administration (FDA), agência americana para regulamentação de medicamentos, aprovou a nova associação antibiótica meropenem-vaborbactam (VABOMERE) para adultos com infecções do trato urinário complicadas (ITUc), incluindo pielonefrite, um tipo de infecção renal causada por bactérias específicas.

A segurança e a eficácia do VABOMERE foram avaliadas em um ensaio clínico com 545 adultos com ITUc, incluindo aqueles com pielonefrite. Os participantes foram randomizados para receber tratamento intravenoso com a nova associação antibiótica ou com piperacilina-tazobactam, outro medicamento antibacteriano.

No final do tratamento, aproximadamente 98% dos pacientes do grupo meropenem-vaborbactam apresentaram cura/melhora nos sintomas e uma cultura de urina negativa, em comparação com 94% dos participantes do grupo piperacilina-tazobactam.

Sete dias após o término do tratamento, cerca de 80% dos pacientes tratados com VABOMERE, em comparação com aproximadamente 73% dos tratados com piperacilina-tazobactam, não apresentavam mais sintomas e tiveram uma cultura de urina negativa.

No BRASIL os pacientes podem ter acesso a este medicamento através da importação por pessoa física, mediante a apresentação da prescrição médica e alguns documentos pessoais.

A Primedicin pode assessorar a importação do medicamento VABOMERE, consulte-nos para mais informações.

VABOMERE (meropenem-vaborbactam) é um medicamento e seu uso pode oferecer riscos. Procure um médico ou um farmacêutico. Leia a bula.

 

Fontes:

https://pebmed.com.br/nova-associacao-antibiotica-chega-ao-mercado-meropenem-vaborbactam/

http://www.vabomere.com/microbiologic-data.html

http://revista.fmrp.usp.br/2010/vol43n2/Simp3_Infec%E7%E3o%20do%20trato%20urin%E1rio.pdf

 

 

 

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